O esporte brasileiro está em luto oficial. Oscar Schmidt, a lenda incontestável do basquete nacional e mundial, faleceu nesta sexta-feira, 17 de abril de 2026, aos 68 anos. O ex-atleta, carinhosamente apelidado de “Mão Santa” por sua precisão milimétrica nos arremessos, passou mal em sua residência em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo. Ele chegou a ser socorrido e levado ao Hospital Municipal Santa Ana, mas, segundo informações médicas, deu entrada na unidade sem vida após sofrer uma parada cardiorrespiratória.
Nascido em Natal, Rio Grande do Norte, Oscar trilhou uma carreira que o colocou no topo do Olimpo esportivo. Recordista brasileiro em participações olímpicas, ele esteve presente em cinco edições dos Jogos, tornando-se o único jogador a ultrapassar a barreira dos 1.000 pontos na história da competição. Sua lealdade à camisa verde e amarela era tamanha que ele chegou a recusar propostas milionárias da NBA para continuar representando o Brasil, em uma época em que os atletas da liga americana eram impedidos de atuar por suas seleções nacionais.
O momento mais emblemático de sua carreira foi a conquista da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Indianápolis, em 1987. Sob a liderança de Oscar, a Seleção Brasileira protagonizou um feito histórico ao derrotar os Estados Unidos dentro de sua própria casa, quebrando uma invencibilidade de décadas dos americanos. Além de suas conquistas com a seleção, Oscar brilhou intensamente na Itália e na Espanha, sendo reverenciado como um dos maiores jogadores que o mundo já viu. No Brasil, encerrou sua carreira no Flamengo em 2003, acumulando o recorde de 49.973 pontos marcados.
Fora das quadras, a luta de Oscar foi contra um tumor cerebral, diagnosticado há cerca de 15 anos. Com o mesmo otimismo e garra que demonstrava no último quarto das partidas, ele enfrentou diversos tratamentos e tornou-se um exemplo de resiliência e vontade de viver. Recentemente, por questões de saúde, ele não pôde comparecer à sua homenagem no Hall da Fama do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), sendo representado por seu filho, Felipe Schmidt.
A assessoria do ídolo informou que o velório será reservado apenas aos familiares e amigos próximos, respeitando o desejo de privacidade neste momento de dor. O legado de Oscar Schmidt, entretanto, pertence ao mundo. Sua paixão, seu perfeccionismo e seu amor pelo Brasil deixam uma marca indelével na história do esporte, inspirando futuras gerações que sonham em tocar o aro e alcançar a glória com a mesma dignidade que o eterno camisa 14 sempre demonstrou.
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