
A audiência pública realizada nesta manhã, 10 de abril, no Centro Pastoral de Pedra Branca, elevou o tom das cobranças em relação ao uso de drones para pulverização de herbicidas. A presença gestão municipal, do entidades do estado e federal, sinalizou que a administração não ignorará as denúncias de agricultores familiares que viram suas plantações e a vegetação nativa serem devastadas pela deriva química.
O vice-prefeito Sebastião Pinto foi enfático ao abrir sua fala, destacando que a modernização tecnológica é bem-vinda, desde que não atropele o direito do pequeno produtor e a preservação do meio ambiente. Segundo ele, o governo municipal está atento aos relatos de prejuízos e buscará mecanismos para que o avanço no campo ocorra com responsabilidade social. Já o secretário Reginaldo Souza trouxe dados sobre a importância da agricultura de subsistência para a economia local, reforçando que a Secretaria de Agricultura será vigilante quanto ao cumprimento das normas técnicas pelas empresas de aplicação.
Um dos pontos altos do debate foi a discussão sobre o papel da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace). Diante dos relatos de vegetação nativa atingida, a necessidade de uma fiscalização estadual mais presente e de licenciamentos mais rigorosos para o uso de aeronaves remotamente pilotadas (RPA) entrou na pauta legislativa.
Técnicos e parlamentares cobraram a regulamentação das empresas de drone e o respeito às normais legais e que a Semace atue em conjunto com o município para monitorar o impacto ambiental e punir o uso inadequado de defensivos agrícolas que desrespeitam as faixas de segurança.
“O progresso não pode destruir o sustento das famílias”, reforçou a gestão municipal.
O encontro marca o início de uma nova regulamentação para garantir que a tecnologia seja usada com segurança e respeito ao meio ambiente. A fiscalização vai aumentar! 🚁🛡️🌿
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