
Em reunião ministerial realizada na manhã desta terça-feira (31), no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva oficializou que o atual vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), repetirá a dobradinha na chapa que buscará a reeleição em outubro. O anúncio encerra especulações sobre possíveis mudanças na composição majoritária e reforça a aliança estabelecida desde o pleito de 2022. Com a decisão, Alckmin deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para se dedicar integralmente à campanha.
Além da confirmação da chapa, Lula informou que pelo menos 18 dos 38 ministros da atual Esplanada deixarão seus cargos para concorrer a diferentes postos nas eleições deste ano, incluindo vagas no Senado, Câmara Federal e governos estaduais. O presidente justificou a “debandada” afirmando que as trocas são naturais e que os aliados desempenharão “missões mais importantes” no processo democrático. Entre os nomes confirmados para a saída estão figuras centrais como Camilo Santana (Educação), Simone Tebet (Planejamento) e Marina Silva (Meio Ambiente).
A reforma ministerial ocorre às vésperas do prazo final de desincompatibilização exigido pela Lei Eleitoral, que determina que ocupantes de cargos no Executivo devem renunciar até seis meses antes do pleito — neste ano, a data limite é 4 de abril. Para garantir a continuidade das políticas públicas, Lula optou por não nomear novos ministros externos, promovendo secretários-executivos ao comando das pastas. Segundo o presidente, o objetivo é manter a “máquina funcionando” sem interrupções nos projetos já iniciados nos últimos três anos e quatro meses.
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