
Em um desfecho inesperado que sacudiu os alicerces do Palácio do Planalto, o plenário do Senado Federal rejeitou, nesta quarta-feira (29), a indicação de Jorge Messias para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). O resultado representa uma derrota política sem precedentes para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcando a primeira vez, desde o início da República em 1894, que o nome de um indicado para a mais alta corte do país é refutado pelos senadores.
Embora tivesse passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) horas antes, Messias não conseguiu arregimentar o apoio necessário no plenário. Para a aprovação, eram precisos ao menos 41 votos favoráveis dos 81 parlamentares da Casa. Contudo, o placar final registrou 42 votos contrários e apenas 34 favoráveis, selando o arquivamento definitivo da indicação. O clima no Senado após a contagem foi de euforia entre os blocos de oposição e de profunda perplexidade na base aliada, que previa uma margem de segurança de até 48 votos.
O relator da proposta na CCJ, senador Weverton Rocha (PDT-MA), demonstrou surpresa com a reviravolta. Durante a sabatina na comissão, onde Messias foi aprovado por 16 a 11, o clima parecia indicar uma vitória apertada, mas viável. No plenário, porém, o cenário mudou drasticamente em uma votação célere que durou pouco mais de sete minutos. A vaga, aberta pela aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso em outubro de 2025, permanece agora em aberto, devolvendo ao Executivo a missão de buscar um novo nome que pacifique a relação com o Legislativo.
O impacto dessa rejeição reverbera no Judiciário e no cenário partidário, interrompendo uma sequência de aprovações tranquilas para outros postos relevantes realizadas no mesmo dia, como as vagas para o CNMP, CNJ e TST. Com o encerramento da sessão logo após o anúncio, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, oficializou o revés governista, deixando o Planalto em uma encruzilhada estratégica para a composição da Corte.
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