
Pedra Branca, CE – A recente liberação do uso de drones para pulverização de agrotóxicos no Ceará tem gerado polêmica e preocupação entre os pequenos agricultores da região de Pedra Branca. A prática, adotada por grandes propriedades agropecuárias, tem afetado cultivos vizinhos devido à dispersão dos produtos químicos pelo vento, causando prejuízos a plantações de feijão e outras culturas.
Embora a pulverização aérea seja permitida por lei, o caso levanta um alerta sobre a necessidade de regulação e fiscalização mais rigorosa para garantir a convivência harmoniosa entre pequenos e grandes produtores. Já existem denúncias sobre os impactos ambientais e econômicos gerados por essa prática, mas até o momento, providências concretas ainda não foram tomadas.
O tema foi debatido na Câmara Municipal nesta sexta-feira (04), onde vereadores reconheceram o problema e defenderam a criação de comissões para aprofundar o debate e convocar a gestão municipal a acompanhar de perto a situação. A expectativa é que sejam propostas medidas para minimizar os danos causados aos pequenos produtores.
A polêmica em torno da pulverização com drones se intensificou após a sanção da lei pelo governador Elmano de Freitas (PT), em 19 de dezembro do ano passado. A decisão foi tomada poucas horas depois da aprovação da medida na Assembleia Legislativa do Ceará (Alece), por 22 votos a nove. A rapidez com que a sanção ocorreu surpreendeu deputados contrários à proposta, que planejavam pressionar o governador a vetá-la. Curiosamente, diversos aliados de Elmano votaram contra a aprovação, enquanto a bancada da oposição apoiou em peso a liberação da pulverização aérea.
Diante desse cenário, pequenos agricultores de Pedra Branca clamam por atenção e solução para os problemas enfrentados. A esperança é que o poder público atue para estabelecer regras que garantam a segurança dos cultivos e evitem prejuízos aos trabalhadores rurais que dependem da produção para sobreviver.
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