Os dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a consulta pública referente ao registro de candidaturas ao Governo do Ceará trouxeram detalhes sobre o patrimônio dos postulantes ao Executivo estadual e de seus respectivos vices. A prestação de contas à Justiça Eleitoral aponta cenários opostos quanto à variação do valor dos bens declarados entre as últimas disputas e o pleito deste ano.
Na chapa encabeçada pelo PSDB, o candidato ao Governo, Ciro Gomes, declarou possuir R$ 1,756 milhão em bens. Em comparação com a eleição presencial de 2022, quando o ex-ministro informou um patrimônio de R$ 3,039 milhões, houve uma redução de 42,2%. Naquele ano, entre seus principais ativos constavam o crédito de R$ 1 milhão referente à venda de participação em uma empresa em Caucaia, além de dois apartamentos em Fortaleza avaliados em R$ 687 mil e R$ 381 mil. Por outro lado, o candidato a vice na chapa, Roberto Cláudio (União), declarou R$ 2,18 milhões. Na comparação com a disputa ao Governo estadual em 2022, quando informou R$ 763 mil, o patrimônio de Roberto Cláudio registrou uma evolução de 186%.
Já na chapa liderada pelo PT, o candidato à reeleição ao Governo do Ceará, Elmano de Freitas, informou à Justiça Eleitoral o montante de R$ 366 mil em bens. O valor representa um crescimento de 408% em relação a 2022, ano em que o petista havia declarado R$ 72,1 mil em ativos — compostos majoritariamente por 21 cabeças de gado (R$ 38 mil), 100 ovelhas (R$ 20 mil) e um terreno de 24 hectares no município de Mulungu (R$ 10 mil). A candidata a vice na chapa, Gabriella Aguiar (PSD), registrou patrimônio de R$ 699 mil. O índice demonstra uma alta de 25% em relação aos R$ 557 mil declarados por ela no pleito municipal de 2024, quando disputou a Vice-Prefeitura de Fortaleza.
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