
Uma colisão seguida da queda de dois helicópteros chocou os moradores do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (14). O grave acidente resultou na morte de seis pessoas, incluindo o cantor norte-americano Oliver Tree e o youtuber argentino Gaspi. O Corpo de Bombeiros foi acionado às 8h59 para conter as chamas e realizar o resgate no local da queda, um terreno de uma igreja abandonada que atualmente estava alugado pela montadora BYD.
De acordo com relatos de testemunhas, as duas aeronaves se chocaram em pleno voo antes de despencarem no pátio do terreno, que abrigava diversos veículos elétricos estacionados. O impacto causou uma explosão imediata em um dos helicópteros, e o fogo se alastrou rapidamente pelos carros, gerando uma sequência de explosões e uma densa coluna de fumaça visível a quilômetros de distância. A pista lateral da Avenida das Américas, no quarteirão entre as ruas Beth Lago e Rivadávia Campos, precisou ser totalmente interditada para o trabalho dos socorristas.
As aeronaves envolvidas na tragédia possuem históricos distintos de utilização. O primeiro helicóptero, um Eurocopter AS 350 B2 (conhecido no Brasil como Esquilo), prefixo PP-MAC, foi fabricado em 2012 e transportava os artistas e sua equipe técnica. Esse modelo é amplamente utilizado no país para transporte executivo e operações de segurança. A segunda aeronave era um Bell Helicopter 206B, de matrícula PR-DJJ e fabricado em 1999, modelo popular em voos turísticos e privados. Com o impacto, o Bell caiu com o trem de pouso voltado para cima, e o piloto morreu preso às ferragens.
As autoridades cariocas confirmaram a identidade de cinco das seis vítimas que estavam a bordo do helicóptero PP-MAC: o piloto Alexandre Souza; o youtuber argentino Gaspar Prim (Gaspi); o produtor musical brasileiro Lucas Brito Chaves (Lucas Frota); o diretor de videoclipes argentino Lucas Vignale; e o cantor e produtor americano Nickel Oliver Tree. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) já iniciaram os procedimentos de coleta de dados e perícia no local para determinar as causas do acidente, considerado um evento extremamente raro na aviação brasileira.
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