O dinamismo econômico de Boa Viagem, cidade localizada no coração do Sertão Central e a cerca de 220 km da capital Fortaleza, ganhou um novo capítulo de debate público nesta semana. Conhecida por seu comércio bastante ativo e uma rotina de intenso movimento, a cidade agora lida com o impacto da chegada da plataforma de mobilidade 99, que provocou reações imediatas em diversos setores da sociedade.
O epicentro do conflito está na Associação dos Mototaxistas do município. A categoria alega que a operação do aplicativo cria uma concorrência desleal, atingindo profissionais que dependem exclusivamente do transporte de passageiros para o sustento de suas famílias. Os mototaxistas locais argumentam que, enquanto estão sujeitos a fiscalizações e taxas específicas, os prestadores de serviço da plataforma digital atuam sem uma regulamentação municipal clara. A classe reivindica que o serviço seja interrompido até que uma lei municipal seja elaborada e aprovada, estabelecendo critérios equitativos para o transporte na cidade. O presidente da Associação dos Mototaxistas de Boa Viagem, Daniel Brasil, esteve na sessão da Câmara para pedir apoio dos vereadores na regulamentação do aplicativo 99 no município. Segundo ele, a categoria não é contra o aplicativo, mas defende fiscalização igualitária e regras para atuação do serviço.
Por outro lado, a 99 sustenta que sua operação é amparada pela legislação nacional, afirmando que o serviço já possui regularização a nível federal. A empresa destaca que a plataforma oferece uma alternativa tecnológica que contribui para o fluxo logístico de cidades com comércio pulsante, como é o caso de Boa Viagem.
No meio dessa discussão, a população se mostra dividida. Uma parcela considerável dos moradores defende a permanência do aplicativo, justificando que a livre concorrência beneficia o consumidor final. Entre os pontos positivos citados pelos usuários estão o valor reduzido das corridas e a agilidade no atendimento, fatores essenciais para quem precisa se deslocar rapidamente entre os pontos comerciais da cidade.
O impasse agora se concentra na Câmara Municipal, onde os parlamentares buscam uma solução que concilie a tradição e o direito dos mototaxistas com a modernização tecnológica e o clamor popular por serviços mais acessíveis.
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