O Ministério da Educação (MEC) autorizou um novo aumento de 14,35% no valor do repasse para a merenda escolar em todo o país. O objetivo central da medida é recompor o poder de compra das gestões municipais e estaduais, que enfrentam a alta nos preços dos alimentos. Com a atualização, o orçamento total do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) alcança R$ 6,7 bilhões em 2026.
Este montante consolida uma trajetória de valorização: o orçamento do programa cresceu 55% desde 2023 e deu um salto de 80% se comparado ao investido há quatro anos. Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, os novos valores serão aplicados imediatamente na primeira parcela do cronograma de pagamentos deste ano.
“Estamos saindo de um orçamento de R$ 3,6 bilhões em 2022 para R$ 6,7 bilhões este ano”, destacou Santana. O ministro reforçou que o programa atende cerca de 39 milhões de estudantes e serve mais de 50 milhões de refeições diariamente.
Fomento ao Campo e Novos Valores por Aluno
Além do reajuste financeiro, o governo estabeleceu uma nova diretriz estratégica: 45% dos recursos do PNAE devem ser destinados obrigatoriamente à aquisição de produtos de pequenos produtores e cooperativas locais. Anteriormente, esse percentual mínimo era de 30%. A expectativa é que a medida injete aproximadamente R$ 3 bilhões diretamente na economia rural, fortalecendo a agricultura familiar.
Confira como ficam os novos valores diários repassados por aluno:
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Creches e Ensino Integral: De R$ 1,37 para R$ 1,57;
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Escolas Indígenas e Quilombolas: De R$ 0,86 para R$ 0,98;
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Pré-escola: De R$ 0,72 para R$ 0,82;
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Ensinos Fundamental, Médio e EJA: Passam para R$ 0,57.
A medida é vista como um passo crucial para garantir a segurança alimentar nas escolas e promover o desenvolvimento regional sustentável através do apoio aos produtores locais.
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