
A Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) alcançou destaque nacional ao registrar o maior número de identificações humanas do Brasil, em valores absolutos, no âmbito de pessoas desaparecidas, por meio do banco de perfis genéticos. O dado consta no levantamento divulgado em novembro pela Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG), vinculada ao Ministério da Justiça e que reúne 22 laboratórios forenses de 22 estados.
O resultado consolida o Ceará como referência na área e é fruto do trabalho do Núcleo de Perícia em DNA Forense (NUPDF), ligado à Coordenadoria de Análises Laboratoriais Forenses (Calf) e integrante da RIBPG. O núcleo atua na identificação de pessoas a partir do cruzamento genético entre familiares de desaparecidos, restos mortais não identificados (RMNIs) e também de pessoas vivas sem identificação.
Entre outubro de 2024 e outubro de 2025, foram registradas 28 identificações por meio da comparação genética entre familiares de desaparecidos e RMNIs. Além disso, outras nove correspondências foram obtidas a partir do cruzamento entre perfis de restos mortais não identificados e de indivíduos condenados.
Segundo a perita legista e supervisora do núcleo, Natália Oliveira, o impacto do trabalho vai além dos números. “A identificação de pessoas desaparecidas reduz a angústia das famílias, garante o direito à identidade, assegura a dignidade do luto e fortalece a justiça e a segurança pública, possibilitando o encerramento de casos”, destacou.
Os resultados refletem a solidez do banco de dados, a integração entre os setores envolvidos, as campanhas contínuas de coleta genética e a agilidade na inserção das informações no sistema nacional, ampliando a resposta do Estado às demandas da sociedade.
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