
Adélio Bispo de Oliveira, autor do atentado contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou à mídia após a divulgação de um novo laudo psiquiátrico que aponta agravamento significativo do seu estado mental. O documento reforça o diagnóstico de esquizofrenia paranoide e descreve delírios persistentes, inclusive relacionados à política. As informações foram divulgadas pela coluna da jornalista Manuela Alcântara, do portal Metrópoles.
A avaliação foi realizada em novembro do ano passado, no âmbito de uma reavaliação judicial que analisava a possibilidade de Adélio deixar o sistema prisional. Durante a perícia, ele afirmou que poderia disputar a Presidência da República e chegou a citar os jornalistas Patrícia Poeta e William Bonner como possíveis integrantes de uma eventual chapa, alegando que ambos transmitiriam credibilidade ao eleitorado.
De acordo com o laudo, Adélio apresenta comportamento aparentemente tranquilo, porém com sinais de ansiedade e tensão, além de afeto reduzido. Os peritos apontam comprometimento severo do juízo crítico, percepção distorcida da realidade e incapacidade de compreender a gravidade e as consequências do ataque cometido em 2018, em Juiz de Fora (MG).
O relatório também registra alucinações frequentes, delírios estruturados de natureza religiosa, política e persecutória, isolamento social e recusa sistemática ao tratamento psiquiátrico. Segundo os médicos, Adélio nega estar doente e rejeita o uso de medicação, o que caracteriza ausência total de consciência sobre a própria condição.
A equipe técnica concluiu que o ambiente prisional contribui para o agravamento do quadro psiquiátrico e recomendou a internação em hospital psiquiátrico de custódia, com acompanhamento especializado e contínuo. O documento foi encaminhado de forma sigilosa à 5ª Vara Criminal de Campo Grande (MS) e aponta que Adélio segue oferecendo risco contínuo.
Apesar de considerado inimputável, ele deverá permanecer sob custódia até, pelo menos, 2038, conforme decisão judicial em vigor.
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