
A Colômbia procurou o Brasil em busca de apoio político e diplomático depois da ofensiva militar dos Estados Unidos na Venezuela, que culminou na captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro — um fato que abalou diferentes governos da América Latina e voltou a colocar em xeque a estabilidade na região.
Segundo informações, o governo de Gustavo Petro acionou técnicos do Itamaraty para conversar sobre formas de proteção internacional e medidas que evitem que os EUA ampliem suas ações para outros países da América do Sul, com receio de que a situação extrapole a crise venezuelana.
A tensão aumentou depois que Washington executou uma operação que resultou na captura de Maduro na capital Caracas, ação que tem sido duramente criticada por líderes de países vizinhos como uma violação do direito internacional e uma ameaça potencial à soberania regional.
Em meio a esse cenário, a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) reuniu representantes para discutir a situação, tentando articular uma resposta conjunta para evitar uma escalada maior. No entanto, o encontro terminou sem um consenso claro entre os países, refletindo divisões internas sobre como reagir ao que muitos classificam como interferência militar externa.
A crise também ganhou espaço no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), que marcou uma reunião para debater os ataques dos EUA na Venezuela e suas implicações para a paz e a segurança internacional.
A iniciativa colombiana em buscar apoio do Brasil sinaliza a preocupação de Bogotá com possíveis desdobramentos na região, especialmente no que diz respeito à diplomacia e à integridade territorial frente às ações de potências estrangeiras.
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