Vírus se
disfarçaram de plataformas de ensino a distância e de videoconferência
Durante pandemia, outro tipo de vírus põe em risco
segurança de usuários: o malware.
Esse termo muito conhecido entre os profissionais de Tecnologia da Informação alerta para a necessidade de proteger computadores e
celulares contra ciberataques. Somente no primeiro semestre deste ano, houve um
aumento de mais 20.000% no número de usuários atacados por vírus disfarçados de
aplicativos de conferência ou de ensino a distância, segundo relatório da
Kaspersky.
O relatório destaca que os
recursos educacionais on-line estiveram entre os principais alvos desses
ataques, que visam sobrecarregar uma rede até que o servidor fique inacessível.
Os ataques a plataformas de aulas on-line cresceram mais de 350% de janeiro a
junho deste ano, em comparação com o mesmo período do ano passado.
Os ataques aos usuários na internet envolvem apenas um
computador, mas o que tipicamente ocorre é um ataque distribuído de negação de
serviço (DDoS), que envolve uma “botnet” (uma série de computadores
infectados que podem executar tarefas simultâneas).
No caso de plataformas educacionais vítimas deste tipo de
ataque, a página da instituição pode ficar “fora do ar” no intervalo de tempo
de alguns dias e semanas, causando transtornos nas operações das organizações
e, no caso de recursos educativos, impedindo estudantes e professores de
acessar os materiais de ensino.
“A educação a distância tornou-se uma necessidade para
milhões de estudantes em todo o mundo e muitas instituições de ensino foram
forçadas a fazer a transição com pouca ou nenhuma preparação. O consequente
aumento da popularidade das plataformas educacionais on-line, associado à falta
de preparação, tornou o setor educacional um alvo ideal para ciberataques.
Tendo em conta que muitas escolas e universidades planejam continuar a realizar
aulas a distância, é fundamental que as organizações tomem medidas para
proteger os ambientes de educação digital”, comenta Roberto Rebouças,
gerente-executivo da Kaspersky no Brasil.
Além dos ataques virtuais às plataformas de educação, o
antivírus Kaspersky detectou ameaças disfarçadas de aplicativos como o Moodle,
Zoom, edX, Coursera, Google Meet, Google Classroom e Blackboard, esta última,
muito utilizada por professores e alunos de cursos de graduação.
Dicas para
proteger o computador contra vírus
Algumas medidas simples podem impedir que vírus ataquem a
segurança de dispositivos de rede. Dentre as medidas apresentadas pela
Microsoft estão:
– Instalar um aplicativo antimalware (antivírus). O Windows Defender é um software antimalware gratuito incluído
no Windows e pode ser atualizado usando o Windows
Update. Além deste, existem outros como McAfee, AVG AntiVirus, Avast,
Avira, Bitdefender etc.
– Não abrir mensagens de e-mail de remetentes desconhecidos
ou anexos de e-mail que você não reconhece. Mesmo que sinta curiosidade, não
abra se você desconhecer o remetente ou anexo!
– Usar um bloqueador de pop-ups com o navegador da
Internet. No Windows, por exemplo, o bloqueador de Pop-ups do Windows Internet
Explorer é ativado por padrão.
– Se estiver usando o Internet Explorer, verificar se o
Filtro SmartScreen está ativado.
– Ter bastante cuidado ao executar aplicativos não
reconhecidos baixados da Internet, pois estes têm mais chances de não serem
seguros.
– Limpar o cache da Internet e histórico de navegação.
– Se estiver em um site que solicita dados bancários,
observar se há o símbolo de um cadeado na barra do endereço eletrônico.
Fonte: Agência Educa Mais Brasil

















































