
BRASÍLIA — O cenário do segundo turno da corrida presidencial ganhou um novo desdobramento nesta quinta-feira (8). O ex-candidato Augusto Cury (Avante) formalizou seu alinhamento com a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) na disputa contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O posicionamento ocorre após uma reunião por videochamada entre os dois políticos. Segundo nota divulgada pela assessoria do psiquiatra e escritor, a decisão foi pautada por um diálogo direto e sem concessões governistas:
“Tive com Flávio uma longa conversa, olho no olho, sem filtros e sem rodeios. Disse-lhe claramente que não participaria de seu governo e que minha independência de pensamento seria inegociável.”
Apoio crítico e sem fisiologismo
Terceiro colocado no primeiro turno — no qual somou 3.448.569 votos (2,89% dos válidos) —, Cury garantiu que a adesão não envolve a negociação de cargos, privilégios ou composição de ministérios. Durante a conversa, o ex-presidenciável solicitou o compromisso público do senador do PL com pautas prioritárias apresentadas pelo Avante ao longo da campanha.
Em documento oficial, o ex-candidato deixou claro que a aliança será acompanhada por uma postura de fiscalização contínua:
“A confiança de Augusto Cury não constitui um cheque em branco. Trata-se de um voto de confiança condicionado ao cumprimento dos princípios e compromissos aqui assumidos, à transparência, à responsabilidade fiscal, ao respeito às instituições democráticas e à prestação permanente de contas às instituições e à sociedade brasileira. O apoio será sempre acompanhado do direito de cobrar, questionar, criticar e exigir coerência entre as palavras e os atos.”
Flávio Bolsonaro comemorou a decisão e classificou a aproximação como “uma surpresa muito agradável”.
Disputa acirrada na reta final
A adesão dos eleitores de Cury é vista pelas campanhas como um ativo relevante para o desfecho da eleição. No primeiro turno, a contagem de votos registrou uma margem curta entre os dois primeiros colocados:
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Flávio Bolsonaro (PL): 47,03% dos votos válidos (mais de 56 milhões de votos)
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Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 45,15% dos votos válidos (53,8 milhões de votos)

















































