
Uma nova pesquisa de opinião pública realizada pelo instituto Vox Brasil, divulgada neste sábado (29), retrata um panorama de extrema competitividade na corrida pelo Palácio do Planalto. No principal cenário estimulado de primeiro turno, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 37,1% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) contabiliza 34,8%. Considerando a margem de erro de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, os dois líderes figuram em situação de empate técnico.
Na sequência das preferências do eleitorado no primeiro turno, o ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) alcança 5%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3,3%, e pelo ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo), com 2,8%. O escritor Augusto Cury (Avante) surge com 2,6%, posicionado à frente de Pablo Marçal (PRTB), citado por 2% dos entrevistados.
Outros postulantes avaliados obtiveram menos de 1%: Clariana Barão (DC) soma 0,8%; Edmilson Costa (PCB) tem 0,5%; Wilson Grassi (Democrata) registra 0,4%; e Rui Costa Pimenta (PCO) chega a 0,2%. Encerrando o rol de candidatos testados, Hertz Dias (PSTU) e Samara (UP) marcaram 0,1% cada.
Projeção de segundo turno expõe virada numérica
Além do quadro inicial, o levantamento mediu o enfrentamento direto entre os dois principais nomes em uma eventual segunda etapa de votação. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro surge numericamente à frente com 45,1% das intenções de voto, enquanto Lula soma 44,5%. Devido à margem de erro do levantamento, o resultado configura novo empate técnico entre os concorrentes. Eleitores que optaram por nenhum, branco ou nulo somam 7,9%, e outros 2,5% declararam não saber ou não opinaram.
A amostragem histórica aponta para uma mudança expressiva na trajetória dos candidatos. Em relação à pesquisa anterior divulgada em julho, Flávio Bolsonaro avançou quatro pontos percentuais, subindo de 41,1% para os atuais 45,1%. Em contrapartida, Lula recuou três pontos no mesmo período, caindo de 47,5% para 44,5%. A alteração acentua a trajetória de aproximação verificada desde maio, momento em que o atual presidente chegou a ostentar uma vantagem de 8,7 pontos percentuais sobre o parlamentar.
A pesquisa do Instituto Vox Brasil foi realizada entre os dias 25 e 27 de agosto, ouvindo 2.100 pessoas em diversas regiões. O nível de confiança estipulado é de 95%, com margem de erro fixada em 2,15 pontos percentuais. O estudo foi custeado com recursos do próprio instituto e está devidamente cadastrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número de registro BR-05519/2026.
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