
Neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, o grito por igualdade e segurança ganhará um reforço central na pauta trabalhista: o fim da jornada 6×1. Com um grande ato nacional convocado pelo partido dos trabalhadores para São Paulo e mobilizações previstas em diversas capitais e municípios do interior do país, o movimento feminista brasileiro sinaliza que a luta contra a violência doméstica é indissociável da luta contra a exploração laboral. A mobilização foca em denunciar como o atual sistema de trabalho impacta desproporcionalmente as mulheres, que historicamente acumulam a dupla jornada entre o emprego formal e o trabalho de cuidado doméstico.
A secretária nacional do PT, Mazé Morais, tem sido uma das vozes ativas na convocação para que as brasileiras ocupem o espaço público. Segundo Mazé, a escala de trabalho que permite apenas um dia de descanso semanal configura um esquema opressor que “rouba o tempo, adoece corpos e mentes e aprofunda desigualdades”. Para a dirigente, a manutenção desse modelo é um projeto de sociedade que normaliza o esgotamento físico e mental da classe trabalhadora. Ela ressalta que a jornada exaustiva pesa mais para quem coordena a rede de cuidados da família e dos filhos, enfatizando que “nosso corpo não é máquina e o cansaço não pode ser visto como normal”.
Além da frente trabalhista, o 8 de março reafirma o compromisso histórico contra o feminicídio e todas as formas de agressão de gênero. A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, destacou que o Governo Federal tem intensificado investimentos na rede de proteção e que o Pacto Nacional contra o Feminicídio será um dos pilares das mensagens deste domingo. O objetivo é integrar as políticas de segurança pública com a valorização da vida, garantindo que a data seja um marco de resistência e de exigência por políticas públicas que assegurem o direito ao tempo, ao descanso e, acima de tudo, à vida sem medo.
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