A Avenida Paulista, em São Paulo, foi palco neste domingo (01) de um expressivo ato de oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Convocada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), a mobilização estendeu-se a diversas capitais, como Fortaleza, Rio de Janeiro e Brasília, unindo críticas à gestão federal e pedidos de liberdade e anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro. O evento marcou um momento estratégico para a direita, sendo o primeiro grande ato após a definição do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato à Presidência da República.
No palanque, lideranças políticas e religiosas dividiram o discurso entre o ataque direto às instituições e a construção de uma plataforma eleitoral para 2026. O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o de Minas Gerais, Romeu Zema, marcaram presença, reforçando o tom de enfrentamento. Caiado defendeu abertamente a “anistia plena, geral e irrestrita” como prioridade para um futuro governo, enquanto Zema criticou o que chamou de “farra dos intocáveis” em Brasília. O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, também compareceu, sinalizando alinhamento com o grupo político liderado por Bolsonaro e Tarcísio de Freitas — que não participou por estar em agenda internacional na Alemanha.
A tensão com o Judiciário foi personificada em faixas e bonecos infláveis dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Parlamentares como Sóstenes Cavalcante e Guilherme Derrite utilizaram o microfone para inflamar a base, focando em pautas de segurança pública e críticas às decisões do STF. Eduardo Bolsonaro, em participação por videoconferência diretamente dos Estados Unidos, reforçou que a eleição do irmão, Flávio, é o caminho para “conseguir a justiça”. A manifestação evidenciou a tentativa da direita de equilibrar discursos acalorados com uma estratégia de unificação interna, conforme indicado em carta divulgada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pedindo coesão nas alianças para o Senado.
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