Em uma mudança significativa no tabuleiro político brasileiro, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apareceu, pela primeira vez, à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma simulação de segundo turno. Os dados são da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quarta-feira (25), que coloca o parlamentar com 47,6% das intenções de voto, contra 46,6% do atual mandatário.
Embora a diferença de um ponto percentual configure um empate técnico no limite da margem de erro (que é de 1 ponto), o resultado acende um sinal de alerta para o governo. O histórico do levantamento revela uma erosão constante da vantagem petista: em dezembro, Lula vencia por 53% a 41%; em janeiro, a distância caiu para 4,3 pontos, até chegar à inversão numérica atual.
No cenário de primeiro turno, no entanto, Lula ainda mantém a resiliência, liderando com 46% em todas as simulações testadas. Flávio Bolsonaro oscila entre 36% e 42%, dependendo dos demais adversários. O levantamento reforça a tendência de uma eleição polarizada, já que nenhum outro pré-candidato consegue romper a barreira dos 10% de preferência do eleitorado.
O crescimento de Flávio coincide com a deterioração da avaliação do governo. A desaprovação da gestão Lula subiu para 54%, enquanto a avaliação positiva recuou para 41%. O senador, filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro — que permanece inelegível e cumpre pena por tentativa de golpe de Estado —, consolida-se como o principal herdeiro do capital político do pai na disputa de 2026.
Foram entrevistadas 5.028 pessoas, entre os dias 18 e 23 de março, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos. O índice de confiança é de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-04227/2026.
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