Estudantes da Escola Estadual de Educação Profissional (EEEP) Antônio Rodrigues de Oliveira, ou como carinhosamente chamada profissionalizante pela população, desenvolveram pesquisa sobre o comportamento da hipertensão na cidade de Pedra Branca – CE. O grupo de pesquisa teve como objetivo estudar a relação da doença e avaliar os hábitos alimentares da população do município, coletando dados que possam ser utilizados em campanhas de prevenção. A partir da pesquisa, as alunas do segundo ano do ensino médio conseguiram identificar a faixa etária, gênero, hábitos alimentares da população, e ainda a região mais afetada com a hipertensão.
A aluna Érika Mesquita do curso de enfermagem relata o seguinte cenário “percebemos a progressão da hipertensão em faixas etárias mais jovens, sendo comum o desenvolvimento dessa patologia crônica em nossos jovens, sendo principal causa de morte do mundo”. As alunas apuraram a maior incidência nas mulheres, 52 a 66 anos, com uma alimentação com a frequente presença de embutido, além da presença rica de sódio. “Temos que no atentar que a principal causadora das doenças cardiovasculares, é também uma das doenças mais frequentes no mundo” descreve Geovana Alencar uma das autoras do projeto.
O professor Renato Moreira participou de todas as etapas da pesquisa, orientando as estudantes para o conhecimento do método científico e a sua aplicação. “A gente pensou em uma abordagem que tivesse impacto social e afetasse a população de Pedra Branca”, comenta o professor. Segundo Renato, a pesquisa pode ser expandida para outras pequenas cidades e tornar-se referência para a busca de métodos de combate e prevenção da hipertensão.
O projeto científico conhecido popularmente como ‘CHAP’ será apresentado na cidade de Beberibe, região litorânea cearense, na feira realizada pela Secretaria da Ciências, Tecnologia e Educação Superior Governo do Estado do Ceará – SECITECE, denominada como Ceará Faz Ciência, sendo um dos 12 selecionados em todo o território cearense, competindo na categoria ciências da saúde, os alunos vencedores poderão receber bolsas de iniciação científica durante um ano, mas as alunas autoras deixam claro que o maior prêmio para elas é contribuir com a mudança efetiva nos costumes e o impacto na saúde municipal.

















































